Mortalidade Materna e Infantil é tema de oficina em Valadares

A Prefeitura por meio da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) realizou na última segunda-feira (9) no auditório da FIEMG, a oficina de“Modelagem da Rede de Saúde da Mulher, Criança e Adolescente”. A iniciativa é uma resposta da gestão à Mortalidade Materna e Infantil que se apresentaram altas nos últimos anos. Apesar de ter havido ampliação da cobertura da Estratégia Saúde da Família, Valadares não conseguiu efetivar resultados neste indicador que expressa a qualidade da Saúde Pública de um município. A expectativa do Núcleo de Gestão Estratégia e Inovação em Saúde (NGEIS) foi de reunir pessoas estratégicas a esta discussão, para organizar, articular e fortalecer as redes de atenção à saúde da mulher, criança e gestante, para a geração de impactos.

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As atividades tiveram início com falas das autoridades locais na área da saúde.  Eliane Nobre, coordenadora do NGEIS e agora Secretária Adjunta em Saúde, Denise Dias Cardoso, Diretora do Departamento de Atenção à Saúde (DAS) e Nilo Simões, presidente do Conselho Municipal de Saúde.

Denise usou o momento para fazer um chamado a todos os profissionais para que se unam em prol da promoção a saúde por meio da assistência básica. “Os cuidados na ponta são suma importância e impactam diretamente em todo serviço oferecido à população, por isso estamos focados em nos organizar para que este atendimento seja cada vez mais eficaz”, revelou.

O presidente do CMS ressaltou a parceria com a SMS. “O conselho é parceiro da secretaria nesse árduo trabalho na luta pela vida. Todo esse cuidado desde a gestação é muito importante e acredito que juntos podemos mudar muita coisa”, ressaltou Nilo.

Já Eliane pontuou sobre os vários enfrentamentos da secretaria e a responsabilidade de cada um dentro do sistema. “Acredito que esta oficina é o início do fazer e do pensar para modelar esta Rede de Atenção; temos que trabalhar de forma integrada onde cada um assume seu papel na rede”, disse ela.

Os trabalhos foram divididos em dois momentos. Pela manhã houve duas palestras, uma com o empreendedor público do NGEIS, Rômulo Gusmão com o tema “Exposição Dialogada – Redes de Atenção à Saúde”. “Dados apontam que grande parte dos óbitos infantis são decorrentes de causas evitáveis, por isso queremos nos organizar para oferecer um acompanhamento contínuo, humanizado e cada vez mais eficiente”, afirmou ele.

Quem conduziu a outra palestra foi a médica sanitarista da Diretoria de Vigilância em Saúde, Dra. Katiúscia Cardoso Rodrigues com tema “Cenário de Mortalidade Materna e Infantil e de Mulher em Idade Fértil em Governador Valadares”. “Mesmo com o aumento de casos de mortalidade infantil e materna nos últimos seis anos, tem se trabalhado muito em toda a rede; o acesso a assistência a saúde aumentou, mas ainda precisamos avaliar e alinhar a qualidade dos serviço para melhorar cada vez mais. No cenário atual do município, 2 em cada 3 mortes poderiam ser evitadas”, enfatizou ela.

No período da tarde foram realizadas mesas redondas e atividade de teorização em grupo. Divididos, os profissionais puderam fazer discussões, projeções e um alinhamento de ideias e ações para garantir assistência de qualidade na atenção à saúde da mulher, criança e gestante. O debate continuou nesta quarta feira (11).

Para Nízia Almeida, professora da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) esta é uma oportunidade de aprofundamento neste tema tão importante, e de avaliar que os resultados precisam ser construídos em conjunto. “Nesse mesmo espaço profissionais da rede de saúde e da educação, juntos de forma colaborativa vão estabelecer critérios para conduzir uma rede integrada de assistência”, avaliou ela.

Já Elizabete Maria de Assis Godinho, professora de enfermagem da Universidade Vale do Rio Doce (Univale) este momento é uma forma de nortear para resolver o problema. “Temos que nos unir mesmo e trabalhar para reverter essa situação, seja na atenção primária, secundária ou terciária; então essa junção de ideias vai ser bem útil”, pontuou.

Quem também aproveitou a oportunidade foi Marta Geovane Pereira Fernandes, que atua como fiscal da vigilância sanitária e vê o processo como um sinalizador. “Aqui o resultado do trabalho dos profissionais de saúde pode ser visto, avaliado e aperfeiçoado e aqui podemos discutir sobre políticas públicas cada vez mais eficazes”.

Por fim, a enfermeira responsável pela maternidade do Hospital Municipal (HM), Maria Aparecida de Lima, que tem nos seu dia a dia muitas dessas situações, avaliou muito bem este momento. “Aqui os três pontos de atenção estão juntos tentando discutir e elaborar uma estratégia para melhor enfrentar este assunto e daqui produzir algum instrumento viável pra colocarmos em ação”, disse.

De acordo com o Núcleo Gestor, desta oficina de trabalho será definido um Plano de Investimento, a ser lançado pela SMS ainda no mês de maio deste ano, que terá como meta mobilizadora principal a redução da Mortalidade Materna e Infantil do município. O projeto está sendo tratado pela equipe como uma iniciativa estruturadora de governo – de alta relevância, nos mesmos moldes em que foi desenvolvido o Projeto de Controle e combate às Doenças Transmitidas pelo Aedes, que neste ano já mostrou resultados com a redução drástica do número de casos de arboviroses.

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Redação
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