Minas Gerais

Instituto de pesquisa teria testado notícia sobre estupro

Na reta final da disputa de segundo turno entre Antonio Anastasia (PSDB) e o empresário Romeu Zema (Novo) vem acontecendo de tudo, mas o pior ainda pode vir. No final da tarde do último sábado (13), o instituto Social Recrutamento e Pesquisa Ltda, com sede em Belo Horizonte, reuniu cerca de 40 eleitores – pagando R$ 80 para cada pessoa – para que eles fossem submetidos a entrevistas qualitativas com objetivo de encontrar os caminhos que levam um candidato à vitória.

Nesta segunda-feira (15), um desses entrevistados, relatou os detalhes que o deixaram abalado.

A fonte do jornal disse que não sabe quem contratou a pesquisa, mas o foco era encontrar o que atrairia o voto. Porém, já no final dos questionamentos, os pesquisadores procuraram detectar as fragilidades de um dos candidatos.

De acordo com uma das pessoas entrevistadas, em determinado momento da entrevista, uma mulher, que se identificou como pesquisadora do instituto, começou a narrar uma horripilante cena de estupro de uma criança de apenas cinco anos de idade, atribuindo a um candidato o protagonismo dessa violência. Na descrição foram relatadas muitas obscenidades, dentre as quais a penetração da criança que teria sido colocada no colo do candidato com conivência de uma outra mulher.

Para dar ênfase ao episódio, foi mostrada a cópia de um suposto boletim de ocorrência policial, com data de 2012, enfatizando o carimbo de uma instituição policial. A fonte narrou à reportagem como o fato foi apresentado a um grupo focal composto por oito participantes. “Perguntaram-me em qual candidato eu votaria. Revelei qual era, e outras sete pessoas, que também declararam voto neste candidato, foram reunidas em uma sala. A entrevista transcorria normalmente quando a moça que conduzia os trabalhos recebeu de um homem um documento. Ela começou a ler o papel e a ler os supostos fatos contidos no boletim de ocorrência. Eu mesmo vi o papel em que constava o nome do candidato a governador de minha escolha. Espantei-me e sai do local. Se for verdade, certamente mudarei meu voto”, revelou.

A fonte ressaltou que não era possível garantir a autenticidade do “boletim”, mas o “caso” foi colocado ao grupo como algo que realmente ocorreu. Certo é que, dependendo da apresentação e da moldura em que uma bomba dessa for apresentada, pode derrubar um candidato, mudando, de forma definitiva, os rumos dessa campanha. Os próximos dias nos reservam ainda muitas surpresas.

Fonte: O Tempo

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