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Grafiteiros homenageiam pioneiros valadarenses com pinturas no Mergulhão

Quem passa pelo viaduto da avenida Minas Gerais – o famoso “Mergulhão” – já deve ter notado algo de diferente. Trata-se do projeto “Graffiti Pioneiros”, que homenageará, por meio da arte do graffiti, pessoas que fizeram parte da nossa história e também a bandeira do município. O lançamento acontecerá no dia 9 de setembro, à 9h, dentro das comemorações da independência do Brasil.

Em 4 de dezembro do ano passado, o Departamento de Juventude da Secretaria Municipal de Cultura, Esporte e Lazer (SMCEL) convidou uma comissão formada pela escritora Maria Cinira (presidente da Academia Valadarense de Letras), pela professora Marília Deslandes e pelo jornalista e produtor cultura Tim Filho. Maria Cinira é autora do livro “Desbravadores e Pioneiros do Porto de Dom Manuel – a História de Governador Valadares” e foi a partir desta obra que foram selecionados 20 nomes de personagens (lista abaixo) que atuaram na fundação das bases do que veio a se tornar nossa cidade. Estas personagens terão os rostos pintados no centro da bandeira municipal (foto).

Unindo passado e presente e, de quebra, estimulando a arte entre a juventude valadarense, a linguagem escolhida para transmitir a homenagem foi o graffiti – uma manifestação artística caracteristicamente urbana, cujos suportes são espaços físicos, surgida nos anos 1970 em Nova Iorque (EUA). Fazem parte do grupo de artistas responsáveis pela pintura no Mergulhão: Thiago de Souza Alves, Gustavo Dantas Patrício, Jorge Luís de Oliveira, Daniel de Oliveira Santos e João Batista Fernandes da Silva.

Para o diretor do Departamento de Juventude, Clero Neves de Castro Júnior, “passamos por um momento em que é preciso fortalecer valores cívicos em nosso país; e fazer esta homenagem aos pioneiros e à bandeira de Valadares é uma forma de mantermos viva a nossa história, além de darmos espaço para que esses jovens artistas possam desenvolver seus talentos”.

O graffiti está ligado diretamente a vários movimentos, em especial ao Hip Hop. Para este movimento, o graffiti é a forma de expressar toda a opressão vivida pela humanidade, principalmente os menos favorecidos – ou seja, o graffiti reflete a realidade das ruas. Por isso, muitas vezes o graffiti é visto (por quem não vive tal realidade) como vandalismo ou pichação – o que nem sempre é verdade. O graffiti é ainda hoje, sem dúvida, a maior manifestação de arte urbana e popular, além de ser relativamente acessível, já que a principal “ferramenta” de trabalho do grafiteiro é a lata de tinta spray – afora a criatividade, é claro.

Serão homenageados: Dona Zulmira, Irmã Efigênia, Milton Amado, Otávio de Souza, padre Eulálio Lafuente, Satulano de Morais, Soares da Cunha, Siva Monteiro de Castro e Sotero Inácio Ramos, Arnóbio Pitanga, Artur Foratini, coronel Altino Machado d’Oliveira, coronel Pedro Ferreira dos Santos, Dilermando Rodrigues de Melo, Euzébio Cabral, Gil Pacheco de Magalhães, Hermírio Gomes da Silva, Ivo de Tassis, José Serra Lima, Mário Rocha e Silva.

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