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Cruzeiro vence o Fla no Maracanã e abre vantagem para decidir em casa

Organizado, coeso e eficiente, o Cruzeiro surpreendeu o Flamengo no Maracanã na noite desta quarta-feira e abriu boa vantagem no primeiro jogo das oitavas de final da Copa Libertadores. Com gols de Arrascaeta e Thiago Neves, o time mineiro derrotou o rival carioca por 2 a 0 e ficou muito confortável para decidir a vaga em casa no jogo da volta.

O Cruzeiro sobrou no Maracanã e dominou boa parte da primeira partida do mata-mata. O que se viu foi um time maduro, inteligente, compacto e eficaz, que implementou com precisão a estratégia do técnico Mano Menezes do começo ao final do jogo. Ao contrário do Flamengo, que, nervoso, se mostrou uma equipe frágil e deu os espaços que o rival queria para sair de campo com a vitória. Além disso, o time de Barbieri sentiu demais a ausência de Lucas Paquetá, suspenso, que deu lugar ao jovem Jean Lucas. O garoto teve má atuação e recebeu algumas vaias da torcida.

Uribe se desespera com um gol perdido. O Flamengo foi dominado ontem pelo Cruzeiro

Os dois gols saíram de contra-ataques rápidos que foram iniciados a partir da pressão na saída de bola do Flamengo, que falhou demais individual e coletivamente, permitindo que os jogadores mais talentosos do Cruzeiro tivesse o tempo e o espaço necessários para construir as jogadas dos gols. O primeiro, logo aos seis minutos, saiu dos pés de Arrascaeta, com a tranquilidade de um centroavante ao bater na saída de Diego Alves. O segundo foi marcado por Thiago Neves, em lance de oportunismo, ao desviar chute forte de Lucas Silva já na etapa final.

O jogo da volta que define quem avança às quartas de final está marcado para o dia 29 deste mês, às 21h45, no Mineirão, em Belo Horizonte. Antes disso, os times se reencontram no domingo, às 16 horas, no Maracanã, em duelo da 18ª rodada do Campeonato Brasileiro.

Com a ótima vantagem adquirida no Maracanã, o time mineiro pode até perder por 1 a 0 que segue no torneio continental. O Fla precisa vencer por três gols de diferença ou devolver o placar da ida para levar a decisão da vaga às penalidades.

O JOGO – O inteligente Cruzeiro neutralizou o que o Flamengo tem de melhor no primeiro tempo e levou a melhor entre as propostas apresentadas. A estratégia de Mano Menezes, que consistia em marcação em cima da saída de bola para reduzir os espaços do adversário e contra-ataque rápido e, acima de tudo, bem organizado, foi cirurgicamente bem implementada pelos jogadores em campo.

Na frente, a organização do time mineiro, aliada à técnica do quarteto ofensivo e às falhas da retaguarda do time rubro-negro fez a diferença para o placar sair do zero.

Depois de alguns minutos de estudo e pouca ação, o Cruzeiro abriu o placar na primeira oportunidade que teve.

Aos nove minutos, Robinho girou dentro da área e encontrou Arrascaeta nas costas da zaga. O uruguaio, completamente livre, dominou e concluiu no canto direito de Diego Alves com a calma e a frieza de um camisa 9. O gol cedo facilitou a manutenção do plano de jogo da equipe mineira e deixou o Flamengo nervoso e exposto.

O time carioca passou a dar espaços, sobretudo pelo lado esquerdo da defesa. Foi por ali que Arrascaeta arrancou e teve todo o tempo necessário para acionar Robinho em velocidade na segunda trave. O meia tocou de primeira, ajeitando para Thiago Neves, que, quase debaixo do gol, fechou os olhos no cabeceio e mandou no travessão, perdendo um gol incrível.

Acuado e sob pressão, o Flamengo errou demais, tanto defensivamente quanto no momento ofensivo. Facilmente desestabilizado, os flamenguistas erraram passes fáceis no meio-campo e, carente do talento e da criatividade de Paquetá, tomaram decisões erradas quando subiam ao ataque. No lance de maior perigo, Uribe desviou escanteio na primeira trave e obrigou Fábio a ser ágil em sua defesa.

Na etapa final, a superioridade do Cruzeiro foi ainda maior. Enganou-se quem pensou que o Fla voltaria melhor e mais tranquilo. Barbieri até tentou mudar o panorama, colocando Vitinho e o menino Lincoln em campo. Em um time desorganizado e desestabilizado como poucas vezes se viu nesta temporada, os dois, porém, pouco produziram.

O que surtiu efeito foi a entrada de Raniel na vaga de Barcos. O jovem cruzeirense entrou disposto a incomodar a defesa flamenguista e quase marcou em chute de longa distância, que passou rente à trave direita de Diego Alves. Quem balançou as redes foi Thiago Neves. O meia, bem colocado, desviou arremate forte de Lucas Silva dentro da área aos 32 minutos e aumentou o placar. No lance, valeu a pressão dos cruzeirenses para roubar a bola de Cuéllar e ter calma e qualidade até chegar ao gol.

O prejuízo do Flamengo poderia ter sido ainda maior se não fosse Diego Alves. O goleiro foi decisivo e defendeu as conclusões de Raniel e Rafinha em contra-ataques rápidos conduzidos por Arrascaeta nos descontos. O uruguaio, em noite inspirada, deixou os dois companheiros na cara do gol.

No final, vaias da torcida rubro-negra, que entoou o tradicional “time sem vergonha”, além de pedir raça e comprometimento aos jogadores.

BOCA EM VANTAGEM – Em outro duelo das oitavas da Libertadores nesta quarta-feira, o Boca Juniors, da Argentina, venceu o Libertad, do Paraguai, por 2 a 0, na Bombonera, em Buenos Aires. Ramon Ábila foi o nome do jogo.

Ex-Cruzeiro, o centroavante fez o primeiro gol e deu assistência para Zárate, em sua estreia pelo Boca, marcar o segundo e definir o placar que coloca o time argentino em boa condição. O confronto da volta será no dia 30 deste mês, às 19h30, no Defensores del Chaco, casa do Libertad, em Assunção, no Paraguai.

FICHA TÉCNICA:

FLAMENGO 0 x 2 CRUZEIRO

FLAMENGO – Diego Alves; Rodinei (Pará), Réver, Léo Duarte e Renê; Cuéllar, Jean Lucas (Vitinho), Éverton Ribeiro e Marlos (Lincoln); Uribe. Técnico: Maurício Barbieri.

CRUZEIRO – Fábio; Edilson, Dedé, Léo e Egídio; Henrique, Lucas Silva, Robinho (Rafinha), Thiago Neves (Ariel Cabral) e Arrascaeta; Barcos (Raniel). Técnico: Mano Menezes.

GOLS – Arrascaeta, aos nove minutos do primeiro tempo. Thiago Neves, aos 32 minutos do segundo tempo.

CARTÕES AMARELOS – Cuéllar (Flamengo); Thiago Neves, Robinho (Cruzeiro).

ÁRBITRO – Nestor Pitana (Argentina).

RENDA – R$ 3.273.749,00.

PÚBLICO – 41.533 pagantes (45.967 no total).

LOCAL – Estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro (RJ).

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